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sábado, dezembro 27, 2003


Acabou o natal. Agora sobraram os enfeites esquecidos, os pedaços de embrulho que as pessoas năo viram na hora de jogar tudo fora, e os intermináveis sanduiches de resto de peru.
Tento, todo ano, ser rebelde. Tento fingir que o Natal năo existe, e passar o dia como se fosse um outro qualquer. Mas nunca dá certo.
Entăo fui num jantar na família do menino. A măe dele resoveu dar colo aos estrangeiros sós. Ela tem 5 filhos, acho que está acostumada com essas coisas. Foram 3 dos filhos, com os respectivos convidados, e outro casal de pseudo-brasileiros longe da família. Eu năo queria ir. Tem aquele stressinho de ter que ser simpática a bonitinha com gente que eu năo conheço. E tem aquelas coisas de francęs, que ainda năo entendo muito bem. Tem que levar alguma coisa. Mas o quę? Cada ocasiăo tem uma regrinha específica: chocolates, vinho, flores, champagne. Escolhi o chocolate. Perguntei antes, o que devo trazer? Resposta clássica: "Vocę mesma, meu amor." Aaaaaaaaaah, que merda. Entăo fui eu mesma, com chocolates. E năo é que o povo todo, que nunca me viram na frente, resolveram me presentear? Ganhei um monte de livros, que năo tęm nada a ver comigo. Ligeiramente interessantes, mas nada que eu teria comprado. Porra, se queriam me dar livros, era só perguntar. Tenho uma lista kilométrica de livros, que eu compraria se pudesse. Mas quem disse que alguém tem espírito prático no natal? Entăo foram os livros que eles queriam. Mas tudo bem. Também ganhei incenso, trufas, etc.
E tenho que admitir, foi legal sim. A comida estava muito boa, e o papo também. Gente simpática.
A măe é uma senhora chique, capaz de cuidar dos 5 fillhos, do marido, da casa, da comida, e do batom, sem piscar um olho. Quando tem gente que vem jantar em casa, ou na casa dos meus pais, sempre tem alguém no banho quando os convidados chegam. E sempre tem alguma coisinha que queima. E alguém que resolve sair passear quando a gente mais precisa da ajuda deles (meu pai), e sempre tem uma parte da casa que năo deu tempo de arrumar.
Eles năo. Tudo, tudinho, pré-preparado. Elegantemente. Limpinhos. Penteados e com o batom do tom certo. Como será que esse povo faz? O que eles tęm que eu năo tenho?
Mas foi bom. Gostei. Ficou aquele sentimento de menina mal-agradecida, que ganha coisinhas de todo mundo e só leva chocolates. Mas tudo bem. Foi bom. Gostei.




Bruna 4:16 PM



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