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quinta-feira, fevereiro 12, 2004
De vez em quando da aqueles 5 minutos. Eu năo me preocupo muito com cabelo. Aliás, năo cuido muito dele. Lavo um dia sim, um dia năo, e de resto, mal penteio. Mas essa semana, estava em casa um dia, por causa da lei das 35 horas (já falei sobre isso, năo?), e me deu 5 minutos. Queria, porque queria, de qualquer maneira, cortar. Minha cabeleireira habitual, a sistah, está preocupada com os homens de sua vida, e năo estava afim. Entăo fui pra rua, procurar um salăo de verdade. Uuuuuuuu! Na esquina de casa tem um. Estava fechado pro almoço, em atitude tipicamente francesa. Tinha a listinha dos preços na janela. Corte para mulheres, 16 Euros. Corte com "brushing" e lavando a cabeça, 30. Tudo bem, tudo bem. Lavo a cabeça em casa, e seco ao natural. No problem. Esperei, esperei, e liguei de volta, depois das 2.5 horas de almoço. O moço explicou, com aquele ar de falta de pacięncia com gente estúpida, que năo é possível cortar sem fazer mais nada. Aquilo era um "forfait", e no mínimo, custa 30 Euros e pronto. Muito grata, tio, mas năo vou gastar uma fortuna em cabelo que cresce. Voltei pra rua, subi a avenida. Passei em mais dois lugares. Sempre a mesma história, com pequenas variaçőes de preços. Santa Maricota! Quando perguntei num deles, a moça foi chamar o "chefe". Năo achava que minha pergunta era assim, tăo complicada. Mas ela năo era capaz de responder. Finalmente, entrei em outro, na esquina da minha rua. Quando abri a porta, vi todo aquele material (secadores, cadeiras) tipo anos 60. Até aí, tudo bem. O problema era que o pessoal que cortava os cabelos também eram tipo anos 60. Ou seja, jovens naquela época. Hoje em dia tinham seus 70 anos, mais ou menos. Que medo! Fiz um belo sorrizo amarelo, e saí de ré. Voltei pra casa, com meus cabelos sem corte, e me conformei. Vou ter que esperar minha irmăzinha passar pela fase crítica do atual homen na sua vida, e resolver cortar a minha juba, na banheira, gratuitamente...
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