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quarta-feira, junho 16, 2004


Estou trabalhando no site de uma mulher simplesmente incrível. Estava fazendo a página do CV dela, procurando uma galeria, e procurei o nome dela na Google. Apareceram 6 páginas. SEIS. E todos os negocinhos eram relamente sobre ela. Escritos sobre ou por ela. Projetos artisticos de paz entre os Palestinos e Israelenses, palestras e exposições, etc. Sem fim. E eu que passo meus sábados de tarde ensinando ela a usar o scanner, pra poder colocar suas fotinhos no site. Eu sabia que ela era incrível. Só não sabia o quanto. Da próxima vez, vou me ajoelhar à seus pés. (E ela vai dar muita risada, porque ela é assim).
E me pergunto como ela consegue ser assim. E a maioria das pessoas que são simplesmente normais? E toda aquela gente que passa a vida dentro do metrô, com cara de infeliz? Aquela gente que vai trabalhar todos os dias, em lugares onde fazem o mínimo pra conseguir a graninha no final do mês? As pessoas querem trabalhar pra ganhar dinheiro. Depois pegam esse dinheiro e compram carros bonitos, com capôs brilhantes. Saem jantar em restaurantes caros, prestigiosos. Compram bolsas feias de marcas caras, pra carregarem o resto do dinheiro que ganham.
Porque a maioria das pessoas desse planeta são assim, e ela não?
Ela tem uma paixão que a empurra pela barriga, pelas tripas. Que faz com que ela só consiga fazer as coisas em que realmente acredita. E assim, por causa disso, ela tem tanto sucesso.
Tem um Monsieur por aqui que trabalha, trabalha, muitas vezes até tarde da noite, num escritório escroto. Não acredita naquilo que faz, não gosta. Mas trabalha muito. Fica estressado, tem pesadelos sobre aquilo tudo. E continua. Na esperança de que um dia vai ter uma aumentação, ou que receberá uma proposta melhor. E daí terá mais graninha pra comprar as coisinhas que deseja tanto. Coisinhas bobinhas, que custam sua juventude, sua paz, sua vida. Mas ele continua.
Estou batalhando pra sair do escritório. Acredito no que faço por aqui, mas acho que posso ser melhor. Então trabalho durante o dia, e depois trabalho mais em casa. Uma luta pra ir pra frente, que ele não entende. Mas ei sei porque faço tudo isso. Falta a paixão. Mas vou encontrá-la. Acho que nunca serei como a mulher acima, mas terei mais do que essas pessoas que vejo todos os dias no metrô. Porque sim, porque quero.




Bruna 2:08 PM



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