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Google Pipoca Doce


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segunda-feira, maio 31, 2004


A gente tem que ser zen na vida. Muito zen. Mas às vezes fica difícil. Por exemplo:

* O blogger se renova, fica todo bonitinho, e todos os acentos do pipoca vão pras cucuias.

* As chicas que moram comigo me pagam o aluguel várias semanas depois d'eu ter mandando a grana pra agência. Me deram uma nota de 500 Euros. Uma grana preta. Vou pro meu banco, na hora do almoço. Não tenho lá muita escolha, porque o banco fica aberto menos horas do que eu trabalho. Tem que ser na hora do almoço. Mas adivinha. O banco não aceita dinheiro na hora do almoço! Pode? Ou seja, tenho que ficar com a conta no vermelho, e a grana no bolso. Onde é que já se viu banco que não aceita depósito na hora do almoço? Só nesse antro de lógica que é a França.

* Me meto a installar um soft que toca música, sendo que as minhas várias softs resolveram que não querem mais gravar CDs. Na hora da instalação, o bicho que aconselha à baixar o service pack 4 pro Windows. Eu, como moça obediente, vou lá e baixo o treco. Logo depois, meu internet explorer (aquele lá que eu uso todos os dias, pra trabalhar nos meus sitinhos bonitihos) resolve enlouquecer. Ele primeiro coloca links em tudo quanto é palavra chave (tipo internet, university, london, etc) que vão cair em um site de busca, www.ntsearch.com). Detalhe que esses links estão também em páginas que eu mesma fiz.... Mas tudo bem. Depois, em todas as páginas onde tem frames, o bicho que deixa ver a página durante meio segundo, e depois fica branca. Isso durou 2 dias. Dois dias em que não deu pra mim fazer nada! Depois baixei service packs de tudo quanto é coisa, scaneei meu computo, e nada. Daí, de um momento ao outro, tudo voltou ao normal. Sem maiores explicações.

* Estou fazendo um site pra um chato de um francês que pertence ao século passado. Ele me manda e-mails, mensagens e imagens 50145218696178 vezes ao dia. Nos dias em que fica mau-humorado, me manda e-mails dizendo que vai desistir do site, e não quer mais saber. Daí fico puta, digo que passei tempo demais com ele pra jogar tudo pro ar, ele resolvei que sim, está felicíssimo, after all, e quer continuar. Daí começa tudo de novo.

* Outro site, de uma mulher maravilhosa, estava criando poeira, de tão pouco tempo que eu e ela tivemos. Logo que eu resolvo me empenhar, trabalhar como uma louca, ela liga, dizendo que precisa urgentemente terminar aquele negócio. Fiquei feliz da vida, reservei meu dia pra passar com ela. E ela desaparece!

* Depois passo meus dias reclamando, mesmo se eu não acredito em reclamar, e fico chata e insuportável. E ninguém entende porque!




Bruna 5:54 PM

quarta-feira, maio 26, 2004


Recebi várias perguntas sobre as fotos. Sim, são fotos da Itália. Tem Venezia, e Florença. As casinhas super coloridas ficam em uma das ilhas perto de Venezia (que também é ilha - em forma de peixinho). Pertinho, tem a ilha de Murano, onde tem os fabricantes de vidro. Show. Eu, que sou obsecada por colares, fiquei doida naquele lugar. Logo acima de Murano tem Burano, outra ilhazinha, onde cada casa tem uma cor diferente. Os moradores fazem o que querem, cada um pinta sua casa como bem entende. O resultado final é isso aí que aparece nas fotos. Dá tontura de tantas cores! Vou contar a historinha disso tudo, prometo...




Bruna 10:57 AM

sexta-feira, maio 21, 2004


Um gostinho do que, um dia, terei tempo de postar/escrever/contar...











Bruna 6:37 PM

terça-feira, maio 18, 2004


Minha vida anda tão corrida. Ela corre sem parar. Quero tempo, quero sol, quero deitar na graminha do parque e ficar pensando sobre coisas inúteis da nossa existãncia. Mas isso não é possível, nessa minha vida isso não acontece.
Meus pais voltaram pro Brasil. A casa está (um pouco mais) vazia e calma. O verão está de passagem por Paris de novo (mas sabemos que isso não vai durar).
No trabalho o povo está estressado. Meu chefe, que sempre foi tranquilo e bem humorado, está tenso e calado. Fui conversar com ele, pedir tempo pra fazer um curso de Flash, tempo pra fazer os sites, tempo pra respirar. Mas ele continuiou implacável, sem soluções, sem mesmo ouvir o que digo.
E enquanto isso, a vida corre. Não tenho tempo pra fazer os sites, os clientes reclamam. Não tenho tempo de fazer todas as aulas de capoeira que gostaria fazer, meu corpo reclama. Não tenho tempo de postar textos bobinhos ou fotos de viágens. Não tenho tempo pra deitar na graminha do parque, e pensar nas questões existenciais da vida...




Bruna 2:31 PM

sexta-feira, maio 14, 2004


Ontém fomos jantar, o Monsieur e eu, numa "brasserie" bonitinha perto da Bastilha. Ele estava meio estressado, agitado. Eu estava de bom humor, apesar da dorzinha de cabeça. Tinha um povo na mesa ao lado, com um cachorro lindo e fofo, com quem eu fiquei brincando. Gente simpática, com um cachorro fofo. Uma das moças estava com um barrig?o de grávida de muitos meses, um barrig?o bonito. Ela tinha uma camiseta escrita "Frágil" bem na altura do umbigo. Parecia feliz, parecia que seria uma ótima m?e um dia desses.
Como sempre quando vejo essas coisas, me imagino na situaç?o dela. Loucura, isso de ser m?e. Mas sem chances, n?o acredito ser legal fazer filhos num mundo cheio de crinaças abandonadas e poluiç?o, e gente demais num mesmo planeta.
Mas se eu fosse engravidar, gostaria de ser feliz e simpática como ela, e ter um cachorro fofo, e uma camiseta com "Frágil" escrita na altura do umbigo.




Bruna 11:54 AM

quarta-feira, maio 12, 2004


Pensando, e vivenciando a pequenez humana, hoje lembrei de um dia, muito tempo atrás, quando entendi o quanto eu fazia parte dessa pequeneza. Estava frio, chovendo, ventando. Estava perdida, tentando achar a casa de uma moça, amiga do meu antigo roomeite (que naquela época era mais que um simples roomeite). Eu me irritava mais e mais a cada minuto. Não conhecia a tal de moça. Não queria ir pra casa dela. Nem estava conseguindo encontrar a casa. Liguei pra ela, quase chorando, de um telefone público (isso foi antes da era celular). Expliquei que estava perdida, queria falar com o roomeite. Ele pegou o telefone, rindo. Tentou me explicar onde era a casa, mas ela pegou o telefone dele, e me deu instruç?es de como chegar lá, mais ou menos. Desligou. Eu queria falar com ele, não com ela. Queria que ele entendesse que estava estressada, e queria que ele oferecesse de descer me encontrar, cuidar de mim, me salvar daquilo tudo. Mas ele só ria no fundo, e ela não me deixava falar com ele. Voltei pra rua, naquele bairro de ricos podres, com raiva, com frio, molhada até a alma. A chuva diluía minhas lágrimas de raiva e desespero.
Encontrei a casa da moça. Subi as escadas querendo matar aquela gente toda. Ouvia as risadas deles do outro lado da porta. Toquei a campainha.
Ela abriu a porta. Era negra. Grande, bonita. Tinha sua filha no colo, que também ria. Olhei pro roomeite, tentando expressar o meu desespero em um olhar. Mas ele não via nada. Estava contagiado pelo com humor daquela casa. Mal me comprimentou.
A moça me sentou no sofa, longe dele, e me deixou sua filha, pra mim cuidar, e brincar. Ela voltou pro outro canto da grande sala, continuar sua conversa animada com ele.
Resolvi que odiava todos eles. Resolvi que ia embora daquele lugar. Resolvi que nunca perdoaria nada daquilo.
A menininha não entendia nada. Achava que eu estava alí pra brincar com ela. Não possuia barbies ou brinquedos. Mas brincava com as minhas mãos molhadas, com o cadarço do meu sapato, com o meu cabelo. E ria, sempre ria.
Pouco a pouco fui secando, me esquentando naquela casa estranha, me acalmando.
A moça nos levou jantar num restaurante africano. Me sentou longe do roomeite, mais uma vez, e dessa vez, conversou comigo. Comecei a enteder porque eles riam tanto, todos. Ela tinha um calor, um bom humor, carinho, que saía pelos poros. Ela não levava a vida ? sério. Não se importava com a chuva, nem com a minha raiva. Conseguiu me derreter completamente. Apareceram amigos de todos os lados. Todos queriam conversar conosco, todos queriam nos conhecer.
A comida do restaurante estava boa. A conversa também. Todos participavam. Várias geraç?es. Várias cores.
A minha raiva desapareceu. A chuva parou. E entendi que aquele mal estar todo era a tal da pequenez humana. A minha. Essa moça, com o seu bom humor, não sentiria nunca aquela frustração que eu tinha sentido. Porque não levava nada suficientemente ? sério pra deixar ela parar de rir. Ele não conseguia entender minha raiva porque estava contagiado pela simplicidade e felicidade da casa da moça.
Também fui contagiada...




Bruna 11:19 AM


Vai ter historinha sobre a minha viágem ? Italia, vai ter fotos, vai ter tudo isso e mais. Vai até ter o final da historinha do Egito também. Sei que estou devendo tudo isso.
Mas agora tenho que terminar os vários sites que prometi e que comecei. Tenho trabalho demais, e tempo e vontade de menos.
Mas não vou esquecer o que vai ter...




Bruna 10:21 AM


Voltei pra Paris, pro trabalho, pra vida, pro metro, pra capoeira.
No trabalho, o povo está se levando muito ? sério. Um pedaço de papel, um telefonema, virou tudo quest?o de vida ou de morte. N?o existe mais senso de humor, n?o existe mais amizade ou respeito.
? noite fui pra capoeira. Cantamos, dançamos, suamos muito. E as coisas se colocam de volta ? seus devidos lugares. A gente entende que tudo é relativo, e que todo esse stress n?o é necessário e n?o resulta em nada. Engraçado como precisamos do corpo pra poder entender a cabeça.




Bruna 9:34 AM

quarta-feira, maio 05, 2004


Eles dizem que Veneza esta afundando? Mentira! O pais inteiro esta afundando! So chove nessa terra... Se continuar assim, vai alagar mais que Sampa... Estou molhada da cabeca aos pes...




Bruna 8:21 PM

segunda-feira, maio 03, 2004


internet de hotel, computador podre, santa maricota! italia belissima. estou de volta em casa final de semana. mais news then...




Bruna 9:17 PM



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