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domingo, agosto 31, 2003


ego trip ...
Olha só o que o Rodrigo colocou no blog sobre eu!!!! Năo mereço nada disso, mas ŕs vezes faz bem ouvir essas coisas!!!




Bruna 6:09 PM


Ufa... Trabalhei o fim de semana todo. A gente năo sabe o quanto eles săo importantes (fins de semana) até ter que trabalhar duas semanas sem um deles. Quero acordar sem um despertador!




Bruna 6:05 PM

quinta-feira, agosto 28, 2003


Ui! Estou cansada ACABADA! Esse fim de semana é o primeiro de aula na minha facu. Estou atolada de trabalho. E estou fazendo traduçőes para o site maravilhoso do documentography! O cansaço está me deixando maluquinha! Estou fumando bidis e cantando!!! Uuuuuh uuuuuh!




Bruna 10:55 PM


Minha irmă foi num festival ontem, aqui em Paris. Tinha um monte de gente muito foda, entre eles, P.J. Harvey. Que inveja! Essa mulher é maravilhosa. Feia, e mesmo sendo feia, ela tem tanta personalidade, e charme, e caráter, e talento, que ela é maravilhosa. Essa é a melhor forma de beleza...




Bruna 2:06 PM

terça-feira, agosto 26, 2003


um turbilhăo de sentimentos
confusăo
tristeza
desespero
esperança
alegria
lágrimas de tristeza
lágrimas de alegria
cansaço
...
como é que uma pessoa consegue sobreviver tudo isso no espaço de um dia?




Bruna 4:56 PM


Outra foto, outra carta, outras promessas. Năo acredito, e năo vai dar certo, porque nada na minha vida da certo. Mas ele disse a coisa mais bonita que alguém ja me disse na minha vida. Mesmo.




Bruna 1:58 PM


Minha vida é uma novela mexicana.




Bruna 1:46 PM


O amor é lindo. Lindo mesmo. Os meus năo funcionam. Nunca dăo certo. Mas tudo bem. O amor alheio é lindo. Eu acho mesmo. O meu roomeite tem um amor. Mesmo se eu năo me dou com o amor dele, ainda acho lindo. E mais uma vez, năo digo isso pra enfurecer ninguém. Isso năo é nenhuma mensagem encodada. Estou dizendo o que sinto. Acho muito legal que esse amigo meu (continua sendo, mesmo se ele me odeia no momento) está vivendo uma história de amor. Isso é tăo raro. Espero, com todas as minhas esperanças, do fundo do coraçăo, que esse amor dę certo. Sinceramente.
Recebi uma carta de amor, do meu amor-que-năo-dá-certo hoje. Está sendo um dia bem difícil, por isso fico feliz. Em receber uma carta, e em saber que o amor existe, e que para algumas pessoas, ŕs vezes, pode até dar certo.




Bruna 1:45 PM


Sabe quando uma criança năo quer ouvir alguma coisa, e que elas tampam os ouvidos, e cantam lá, lá lá, lá, pra tampar o barulho? Sabe, né? Entăo. Hoje de manha, eu fiz isso. Eu. Uma pessoa que acaba de fazer 28 anos. Vocę consegue imaginar isso? Eu năo. Portanto, eu fiz exatamente isso. Que medo, né? É, eu tambem fiquei com medo. Mas me vi numa situaçăo onde realmente năo sei o que poderia ter feito fora isso. Foi uma situaçăo que achei completamente psicótica. Foi assim: estava tentando conversar com o roomeite, porque nossa briga está ficando completamente ridícula. Eu escolhi um momento onde ele estava sozinho, de propósito. Mas a menina ficou no quarto, ouvindo nossa conversa. Nem me lembro do que estávamos falando, mas ela veio do quarto, gritando muito. Eu disse que năo estava conversando com ela, que eu queria falar com ele. Mas năo adiantou nada. Pedi licença, e fui pro meu quarto, pegar minha bolsa, pra me direcionar ao trabalho. Cantarolei, pra năo escutar. Sinto. Isso é muito feio. Mas năo gosto de ser abusada na minha própria casa. Quando ouvi a palavra "vagabunda", tampei os ouvidos, e năo ouvi mais. Psicótico. Muito mesmo. Nunca pensei que passaria por uma situaçăo dessas. Antes de sair ouvi um "Bate a porta, vai, bate". Não bati. Não sou chegada em bater portas. Acho que a deixei furiosa. Não gosto de enfurecer as pessoas. Não foi essa a ideia. Mas não queria ouvir. Quando cheguei em baixo (moro no segundo andar) ainda ouvia ela gritando. O engraçado foi que pela primeira vez em muito tempo, saí de casa completamente calma.
Me sinto como uma mulher que está passando por um divórcio, e que esta doendo muito, mas que seus amigos e familiares năo tęm mais saco de ouvir suas histórias. Loucura.




Bruna 1:04 PM


Paula
Hoje de manha, ŕ caminho do trabalho, lembrei dela. Era aluna da minha escola. Colega da minha irmă. Eu nunca fiquei conhecendo ela muito intimamente, mas me lembro de um dia, eu estava sentada no murinho da escola, e derrepente eu lembrei. Eu sempre soube, mas todo mundo esquecia. E lembrei. Paula só tinha um braço. O segundo terminava na altura do cotovelo. Aquele dia, tentei imaginar o que seria viver com um braço só. Pensei em todas as coisas que eu năo seria capaz de fazer. Em todos os problemas que teria. Paula amarra o tęnis sozinha. Ela joga vôlei. Ela corta bife sozinha. Ela viaja pelo mundo afora, carregando malas, mochilas, e casacos. Ela faz tudo que eu faço, só que melhor. E ela faz mais. Ela tem meninos que se apaixonam por ela, muitos meninos. E tem o sorrizo mais bonito do Brasil. Aquele dia, que estava sentada no murinho da escola, eu percebi tudo isso. Mas eu ainda năo tinha entendido que o que faz com que Paula seja tăo especial é simples: ela năo se faz de vítima. Ela sobrevive, e faz de tudo pra sobreviver da melhor maneira. Ela nunca reclamou da sua situaçăo. Queria ter sua força.




Bruna 12:14 PM

segunda-feira, agosto 25, 2003


Que vontade de um café com păo de queijo!!!! Porra! Porque năo fazem păo de queijo nessa terra?




Bruna 3:57 PM


Ataque terrorista em Bombai. Eu estava hospedada exatamente ali. Nesse lugar que aparece na fotinha do CNN. Exatamente duas semanas atras.




Bruna 12:45 PM



Voltaram, esses ear plugs nojentos. Normalmente eu os coloco, e eles caem, ou eu acordo no meio da noite, e tiro tudo. Ontem acordei, e eles ainda estavam lá. Năo entendia o que estava acontecendo. Tinha aquele silęncio estranho, com o som da minha respiraçăo e do meu coraçăo batendo. Entrei em pânico, sem entender o que estava acontecendo. Depois, quando percebi, năo conseguia tirá-los. Cara, que desespero. Um pesadelo acordado. Ear plugs deviam ser proibidos ŕ populaçăo. Sério.




Bruna 11:33 AM

domingo, agosto 24, 2003


O fruto do meu trabalho desse fim de semana:
Petra
Croft
Carolina
Fotinhas pessoais
Falta bastante ainda, com todos eles. Mas teve progresso...




Bruna 10:03 PM


Recebi uma foto, hoje de manha.
Era domingo, cedo. A casa estava silenciosa.
Estava sol, e uma brisa deliciosa.
Recebi uma foto, que me fez compreender.
Entendi tudo.
E a resposta é năo.
Năo aos sonhos, que ele plantou na minha alma,
Năo ŕs minhas ilusőes.
Năo ŕs minhas loucas esperanças.
Năo.




Bruna 8:05 PM

sábado, agosto 23, 2003


Trabalhei pra cassssssęęęęęęęęęęęte hoje! Em dois sites, que ainda năo estăo prontos. Meus olhos estăo quadrados, do formato exato do meu monitor.




Bruna 9:23 PM


Ufa. Acabou a semana! Cansei. Mas foram tres noites muito legais. Ontem fomos no Batofar. Eu e minha sistah. Passamos maaaaaaaaaaaaaaaaaaal. Demais de homens bonitos. Overdose. Cabelos curtos, compridos, com dreads, sem dreads, magros, fortes, morenos, loiros, negros, asiáticos. Tinha de tudo. Mulheres maravilhosas também, de dar vontade de mudar a minha orientaçăo sexual. Năo sei onde esse povo fica, porque a gente nunca vę ninguém assim na rua. Năo entendo.
E quarta e quinta foram as noites dos pique niques. Meu aniversário, e no dia seguinte, o da Ana.




Bruna 4:22 PM

quinta-feira, agosto 21, 2003


Mais sobre a India... Aqui vai a ida, e a volta. Depois vem o recheio. (Don't expect me to be logical, or to make sense).

Ida...

O cáos já começou. E olha que foi antes mesmo d'eu subir no aviăo. Agosto é o męs oficial de férias na França. (Criativos, os Franceses. Gostam de fazer tudo igual, ao mesmo tempo). Em Agosto, partem ŕ procura do exótico: Tahiti, Martinique, Senegal. O aeroporto estava lotado, estourando. Alguns Franceses aventureiros foram mais originais, pegaram o aviăo comigo. Destino: India.
O aviăo chegou tarde, năo tiveram tempo de limpá-lo. Tinha cobertor e travesseirinho usados no meu assento. Pacotes de salgadinhos, copos de plástico. Viva Air India!
As aeromoças, vestidas de saris industriais, eram mandonas e desagradáveis.
Sentei na penultima fileira de um voo lotadăo. Eta felicidade!
Pela primeira vez me senti realmente muito branca. Diferente. Perdida no meio dos Indianos.
O aviăo, velho. A porta do banheiro atrás de mim emperrava. Cada um que entrava ficava preso. Eram libertados ŕ base de gritos e chutes.
O moço do meu lado, magro, mas alto demais, branco e tonto, se expandia. Cotovelos, joelhos, pés que me invadiam.
Um cheiro forte de curry, parece que vem impregnado nas peles, cabelos, roupas dos meus companheiros de voo.
Estou ŕ caminha da India!

Conecção...

Me senti em casa no cáos, me senti em casa escutando a língua louquíssima deles, me senti em casa no trânsito, no hotel super luxuoso, andando nas ruas esburacadas, cheias de poças. Me senti em casa quando uma senhora com um bêbê microscópico me pediu esmola, quando paguei 300 rupees para entrar no museu e os locais pagavam 10, me senti em casa sendo branca num mar de negros. Me senti em casa uma hora atrasada para chegar no aeroporto.
Daí, me senti em outro planeta.
Em todos os (muitos) aeroportos por onde já passei, o processo era o mesmo. A gente chega, procura a linha aérea, faz o check in, entrega as malas, toma um café e embarca pelo portão x. Aqui, não. A gente entra no aeroporto (após apresentação da passagem). Existem máquinas de raio x para as malas no meião do salão. Passamos as malas, que recebem uma fitinha dizendo que está tudo em ordem. Depois é que fazemos o check in. Entregamos a mala (devidamente etiquetada e lacrada) e passamos por outro balcão (e outra fila) para tirar fotografia. Foto! Cada passageiro tira uma fotinho com uma webcamzinha, e a foto é impressa atrás do cartão de embarque. Ninguém me perguntou meu nome, ninguém olhou meu passaporte. Mas querem fotos.
Também pediram para mim preencher um formulário indicando se eu tinha dinheiro, máquina fotografica, relógio (!), etc. Fiquei num cantinho preenchendo o bendito formulário e depois ninguém me pediu! Tenho até hoje.
Depois passamos pela alfândega, e controle de pasaportes, onde só me pediram pra ver a bendita fotografia. Passamos por vários raios x, e finalmente chegamos ao portão de embarque!
Que aventura!

Volta ...

Sobrevivi! Pelo menos se o aviăo năo for atacado por terroristas. Daqui ŕ poucas horas estarei em casa... Achei que năo aconteceria nunca.
Por causa do blackout nos Estados Unidos muitos voos foram adiados e/ou cancelados. Cheguei no aeroporto de Delhi com antecendęncia. Tive que ficar sentada lá durante 7 horas. De madrugada nosso voo ŕ Bombai finalmente saiu.
Chegando ao aeroporto, e depois de subir e descer escadas, ser mandada ŕ vários balcőes diferentes, me colocaram num ônibus podre e me levaram a um hotel meio nojento num bairro de favelas ŕ la Bombai. Tudo aos custos de Air India. Queriam que ficássemos no mesmo quarto, o povo que chegou junto. Fizemos um mini-escândalo e conseguimos quartos separados. Parece que as coisas aqui funcionam ŕ base de reclamaçőes e uma leve agressividade. Quem reclama mais, quem grita, consegue o que quer.
Dormi, acordei, comi as refeiçőes horriveis do hotel, e com várias horas de televisăo no quarto, passou o dia.
Nos levaram de volta ao aeroporto. Mais uma dose de cáos. Toda vez (toda vez mesmo), que alguém faz fila num balcăo da Air India, eles fecham o balcăo. Fecharam o nosso. Quando voltamos ao fim da fila ao lado, inventaram que nosso voo estava lotado. O cansaço e a irritaçăo tomaram conta. Fiz outro mini-escandalo. Resultado: năo somente consegui meu cartăo de embarque, mas me colocaram na primeira classe! Assim, aquelas de subir a escada do aviăo e ficar numas super poltronas gigantes, com pésinho que sobe e tudo.
Ainda năo acreditei. Tenho a leve impressăo que văo perceber que sou uma impostora, e que văo me mandar de volta ao hotel podre...




Bruna 10:46 AM


Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiii ... Aconteceu o inacontecível. E o mundo vai acabar! Tenho duas (DUAS) espinhas cavernosas no queixo. Porque duas? E porque agora? E porque eu? A vida năo é justa...




Bruna 10:21 AM


Pronto, acabou! Ufa... O meu inferno astral terminou oficialmente, e meu retorno de saturno começou.




Bruna 9:54 AM

quarta-feira, agosto 20, 2003


As pessoas tęm uma estranha necessidade de mistério na vida. Todo mundo está querendo brincar de detetive. Procuram pistas ŕ la Agatha Christie, para desvendar historinhas pessoais. O problema é que muitas vezes as respostas estăo embaixo dos narizes deles. Ou entăo, basta perguntar. O que escrevo aqui é somente sobre eu mesma. É isso aí, o velho umbiguismo. Năo adianta procurar pistas sobre vocę aqui. Só encontraras informaçőes sobre mim. Se você quiser saber o que eu penso sobre você, pergunte. Se você quiser saber se eu gosto de você, pergunte. Não perca teu tempo fazendo pesquisas na internet, procurando informaçőes sobre mim, o que eu faço, penso, gosto, etc. Me pergunte, e faça algo produtivo com o tempo que vocę economisar. Tenho certeza que encontrarás coisas mais interessantes para fazer. Esse mundo está cheio de tesouros para se descobrir. Se precisar de ideia, mais uma vez, pergunte!

Este espaço serve simplesmente para mim desabafar, expor ideias idiotas, observaçőes inúteis, imagenzinhas, historinhas. Năo foi feita para falar mal de ninguém. Acho que podemos gastar nosso tempo e energia com coisas maiores e mais importantes.




Bruna 5:00 PM

terça-feira, agosto 19, 2003


"Năo pode ser. Năo posso ser assim. Estar desta forma, existir. Por quę ? Será que todo mundo sente isso ? Essa esquisitice enquanto respira ? Pensa em cada bocado de oxigęnio que entra e que sai, depois, já estragado, já gás carbônico ? Eles sentem assim, da maneira que eu sinto ? Gostaria de saber se as pessoas ficam pensando sobre o ar ou se apenas respiram, de forma simples e vital. Queria saber se é mais agradável ser outra pessoa. Se é bom sentir-se outro. Num corpo mais gordo – será mais macio existir dentro de 90 kilos ? O gosto da boca, a sensaçăo de estar vivo, seria diferente ? Porque há um sabor de vida dentro da cavidade bucal. Há microorganismos vivos por todos os cantos da gente. Alguém aí sente isso ? Como eu sinto, desde menina, cócegas estranhas, que me inquietam e agoniam, por causa desses seres viventes, que tęm funçőes biológicas que nunca entendi. Quantas bactérias carrego comigo ? Por que, afinal, essa complexidade toda ? Essa chatice indagativa existencial ?
Por que năo sou uma burra ? Por que eu năo sou uma mesa ? Simples como uma mesa. Óbvia como uma mesa. Prática. Aceitável. Necessária."

Esse texto se econtra na capa de trás do livro que estou lendo no momento, Carta para Alguém Bem Perto de Fernanda Young.




Bruna 5:34 PM


Olha só que lindo. Isso é o Baha'i House of Worship em Delhi. Um templo em forma de flor de lotus, feita todinha em mármore.



Quando vocę chega, tem que deixar os sapatos do lado de fora. Daí tem um caminho que a gente sobe, passa por piscinas que refletem o templo, e finalmente entra. Do lado de dentro tem uma atmosfera incrível. Paz e silęncio absoluto. Deu vontade de ficar sentada a tarde todinha lá dentro.





Bruna 2:42 PM


De volta ao ocidente

Os problemas, as soluçőes, as preocupaçőes săo tăo diferentes. Ontem, com a ajuda do meu amiguinho quadrado Greg, consegui consertar meu computador. Erradicamos o meu vírus. Ele fez assistęncia técnica telefônica, me deu uma puta força, e conseguimos! Năo vou precisar reinstallar Windows (tenho trauma disso) e tudo está bem!

Depois, quando fui acordada no meio da noite, como sempre, entăo resolvi batalhar com a descarga quebrada. Fiquei um tempăo tentando desatarracha-la, pra levar ŕ loja e comprar uma nova. Năo consegui! Onde é que já se viu uma descarga que năo solta da privada? Uma batalha. Daí, hoje de manha consegui. E consertei, sem ter que comprar outra! Que emoçăo! A saga da descarga!

Ŕs vezes acho que devia ter nascido homen...




Bruna 10:30 AM


Raiva. Uma raiva forte, imensa, que toma conta de mim. Raiva que faz mal pro corpo, pra alma, pro humor. Porque tenho que sentir essas coisas? Eu só quero paz, paz, paz. Vivo pedindo paz. Mas năo adianta. A raiva toma conta. Eu tinha todas as boas intençőes. Resolvi voltar da India zen, calma, sem grilos. Mas năo deu. Chego em casa, meu computador está com um vírus, a descarga está quebrada, o meu chăo lindo de madeira está cheio de manchas, alguém dormiu na minha cama, e a porra da minha hervinha da felicidade sumiu. E ontém, chegando do trabalho, a minha porta estava presa com a corrente. Eu chego em minha casa, e năo posso entrar. Tenho que tocar a campaínha da minha própria casa, e esperar as pessoas acordarem.
Nada disso é muito sério. Nada de grave. Năo devia me afetar dessa maneira. Mas năo aguento mais. Năo aguento acordar todas as noites, de madrugada, porque as pessoas năo săo capazes de andar dentro de casa em silęncio. As pessoas năo săo capazes de abrir e fechar um porta sem bate-la. Năo aguento mais.
Quero viver, sentir emoçőes por coisas interessantes, coisas grandes, importantes. Năo por banalidades idiotas, e falta de respeito, falta de consideraçăo. A vida é muito curta para passá-la se preocupando por idiotices dessa maneira.
Mas năo adianta. Minha paz năo existe.




Bruna 9:52 AM

segunda-feira, agosto 18, 2003


More about the weather

Depois de todo esse tempo com calor insuportával na Europa, agora mudou tudo. Esfriou e muita chuva. Esta tendo tempestades por aqui. Fazer o que? A gente maltrata o planeta, só pode-se esperar isso. Durante o calor, morreram mais de 3000 pessoas na França. O governo requisitou uma geladeira gigante no sul de Paris (normalmente usada para estocar comida) para manter os corpos. Mundo maluco.




Bruna 2:42 PM


India ...

Calor e umidade, ar condicionado gelado.
Miséria nas ruas, riqueza cultural e histórica milenar.
Pimenta, pimenta, pimenta. Até no café da manha.
Rostos escuros tăo lindos, grandes olhos pretos sempre olhando, vendo tudo.
Saris coloridos, sedas finas, mesmo nas mulheres mais pobres, mendigas.
Mulheres maravilhosas, fortes, cheias de corágem.
Homens ao volante, sempre, com bigodes grossos.
Ruas esburacadas, lamentas, cheias de possas.
Transito louco, que de laguma maneira, funciona.
Buzinas, o tempo todo, sempre.
Hindi, Urdu, Ingles, e mais centenas de outros dialetos.
Arte. Antiga, nos museus, e artesanato nas ruas.
Biris para fumar, bindis para colar na testa, bangles nos pulsos, tatuagens de henna na pele.
E panos, tantos panos. Para pendurar, vestir, usar. Todos coloridos, bordados, finos, trançados.
Chuvas do monsoon, sol fortíssimo.
Poeira, lama.
Religiăo. Muitas, diferentes, em todo lugar. Vivendo em harmonia quase sempre. Lado ŕ lado.
Guardinhas para verificar sua passagem, bagagem, cartăo de embarque, foto, quarto, caminho, telefone celular, material eletrônico...
Lambretas, transportando famílias inteiras, sem capacete.
Sorrisos lindos, sabedoria nos olhos de um povo que entende as contradiçőes de sua cultura.




Bruna 11:06 AM


Leiam o texto do Stefan do dia 8 de agosto de 2003. Adorei.




Bruna 10:41 AM


Cheguei em casa. Ufa. Achei que năo aconteceria nunca. Depois vou contar historinhas das minhas aventuras na India. Aguardem.
Hoje, de volta ao escritório, comendo meu pain au chocolat sem pimenta, bem francęs, na garoa (!!), De volta ŕ civilizaçăo...




Bruna 10:40 AM

sábado, agosto 16, 2003


Caralho... Estou no aeroporto, em teoria, voltando pra casa. Nem acredito. Alias, acho que ainda vai dar tudo errado, e vao nos mandar de volta a Bombai. Nao aguento mais. Fiquei presa 7 horas no aeroporto de Delhi, e agora o nosso voo esta com 15 horas de atraso. Agora pouco ainda disseram que estava cheio! Achei que ia ter um ataque no meio do check in. Mas, aparentemente, vamos embarcar daqui a pouco... Veremos.
Hare Krishna!




Bruna 8:09 PM

domingo, agosto 10, 2003


Essa Internet Cafe e o maior delirio. Um corredorzinho com ratos, esgoto e lixo, escuro e com um cheiro fortissimo. No fundo, uma portinha amarela. E dentro da lojinha (se e que se pode chamar isso de uma loja), ufa! Ar condicionado. O maior presente que pode-se dar a turistas ignorantes como nos. Subindo uma mini escadinha no canto, uma micro salinha (tamanho de banheiro parisience) com 7 computadores. E uma conneccao ate que boa! Miraculo dos Deuses Indianos...




Bruna 7:19 PM


Ok, mais uns minutinhos. Cheguei ontem tardão. Me levaram pro hotel. SUPER luxo! Hoje de manha, na hora do cafe, uma menina americana comecou a conversar comigo. Comemos juntas, e depois saimos pra passear. Menina otima companhia, nem acreditei! Fomos a um museu aqui do lado, e demos uma volta pelo bairro. Louquissimo. Não tenho jeito de explicar. Voltamos ao hotel super luxo, e passamos uma horinha na piscina, tomando um solzinho com os granfinos. Depois de volta a rua. Demos uma longa volta, jantamos, suamos. Amanha tenho trabalho. Depois a noite, voo pra Chennai. Bye Bye Bombai. Cidade linda.




Bruna 7:16 PM


Odeio Internet Cafes... O reloginho contando, a conneccao fudida, o dinheiro (mesmo nao valendo nada) partindo. Streeeeeeeeeeeeeeesssssssss...




Bruna 7:09 PM


Santo pais louquissimo. Amei de paixao! A gente se sente realmente, horrivelmente BRANCA aqui! Nunca me achei tao diferente... Os Indianos sao lindos, e cheios de cheiros e gostos e olhares e historias. Deuses de todos os tipos. E cultura, literatura, pobreza, e muito caos. De todos os lados. Carros podres que passam buzinando, por toda e qualquer razao. Pelo fato de existirem. E ruas cheias de buracos. E chuva, sol, chuva, vento, chuva, sol. Muito calor. Monsoon...




Bruna 7:07 PM


Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuhhhhhh! Pais de louco essa India! Conheci Americanos, porque os brancos gostam de andar com brancos num pais onde se sentem tao diferentes. Conheci tambem um Indiano brasileiro! Muleque doido que morou no Brasil. Me parou na rua com um grito:
- Brasileira?
Nao sei como ele sabia.

Esse pais e um caos! Um caos lindo, quente, sorridente, e cheio de experiencias de outros mundos.




Bruna 6:56 PM

quinta-feira, agosto 07, 2003


Tomei uma decisăo hoje. Acho que foi ŕs 5h30 da manha, no meio de mais uma crise familial aqui em casa. Vou parar de reclamar. Achei que gritando estava defendendo meus direitos, e impondo respeito. Mas isso só acontece no cinema. Aqui, eles estăo pouco se fudendo. Entăo vou ficar tranquilinha, e deixar rolar. Isso pelo menos é a intençăo. Sou uma contradiçăo ambulante, entăo năo quer dizer muita coisa. Mas veremos. Quero que meu roomeite seja feliz com quem ele bem entender. O que posso fazer contra os frescos e burros? Nada. Vou deixar a banheira suja, a louça na pia, o ventilador ligado o dia todo, os pelos do cachorro, vomito, etc. Vou colocar meus queridos ear-plugs de volta, e vou encher a cabeça de bondade christă a vamos embora!




Bruna 10:01 PM


Fui comprar um guia pra viagem. E como sou viciada, năo deu pra sair daquela livraria maravilhosa sem deixar a metade do meu salário! Comprei um Fante (influęncias da minha chará blogueira!), e um Philippe Djian... Em francęs dessa vez, que tomei vergonha na cara. Livro nesse país é caro demais, mas năo é possível resistir. E eu aqui com intençes de economisar $$$ pra voltar pro Brasil! Brincadeira!




Bruna 9:53 PM


Notícias:

* Parece que essa onda de calor vai durar até Setembro na Europa. Isso significa a continuaçăo dos incendios... Nao vai sobrar floresta nenhuma. Isso porque está chovendo demais nos desertos, e essa chuva (núvens) năo chegam a atravessar o meditęraneo. O mundo começa a terminar. O ser humano pediu, Măe Natureza respode.

* Marie Trintignant, linda e talentuosíssima atriz Francesa morreu. Foi espancada pelo namorado, o cantor da banda Noir Désir. Espancada. Pelo homen que ela amava. Isso tudo começou uma nova discussăo nesse país. Dizem as estatísticas que uma mulher morre cada 5 dias na França, espancada pelo marido/namorado. Uma mulher cada CINCO dias morre. Isso significa que centenas de outras apanham. Todos os dias. O que acontece nesse planeta louco? Como podem deixar isso acontecer? Mas estudos mostram que centenas de mulheres apanham, văo parar no hospital, delegacias, fogem de casa, etc. Recuperam as forças e VOLTAM pra casa. E tudo recomeça. Como pode? O que é isso? Amor? Hábito? Medo de recomeçar? Dependęncia psicológica? Năo entendo.




Bruna 9:16 PM


Aqui o mapa. Para os ingnorantes como eu, os vermelinhos săo Dehi em cima, Mumbai (Bombay) no centro, e Chennai (Madras) no sul. Vou visitar essas tręs cidades.



Falei com Stef, uma das minhas pessoas favoritas, que meu deu altas ideias, e coragem e vontade de ver tudo, sentir, conhecer, fotografar.

No consulado, esperando o visto, me deu o maior medo. O pessoal falando de doenças que pegam lá (estăo todos tomando altas vacinas), roubos, etc. Năo sei quem que ficou dois dias e năo aguentou, voltou pra França. Fulano que ficou doente durante 5 dias. E por aí vai. Mas tudo bem, vou ver elefantes, e vistas maravilhosas, e sentir MAIS calor!




Bruna 9:05 PM


Uiuiui! Fui buscar meu visto. Acho que agora está começando a entrar na minha consciencia que vou realmente partir a India... Olha so que bonitinho:





Bruna 8:57 PM


Meu monólogo interno:
te amo mais que tudo, năo posso viver sem vocę; te odeio, vocę fala um monte, e năo liga pra mim, vou morrer; na verdade, acho que vou te esquecer; estou legal, vou sobreviver; olha só, estou feliz, numa boa; vou morrer, preciso de vocę; vai ser dificil, mas vou te esquecer; vou fazer de tudo pra ficar com vocę, qualquer coisa; vou esperar, mas se vocę năo se manifestar, vou passar pra outra; năo adianta, sou louca por vocę; vou virar adulta, tomar conta da minha vida, e vocę é só uma criança; será que vocę gosta mesmo de mim? Será que uma história tăo linda quanto a nossa é possível?; vocę é insuportável, năo aguento mais; te amo mais que tudo, năo posso viver sem vocę...




Bruna 11:53 AM

quarta-feira, agosto 06, 2003


Man's love is of a man's life a thing apart,
'Tis a woman's whole existence.

-Byron


Pronto! O homen sabe do que fala. A nossa existęncia está explicada!




Bruna 5:28 PM


Correria e loucura no trabalho. Eu preciso muito de um fim de semana, e năo vou ter nadica. Argh...




Bruna 3:38 PM


O calor está matando. A Europa está queimando. Incendios imensos na Espanha, Portugal, França. Parece que o calor de todos esses fogos vieram parar aqui, do meu lado.
Fui pro Consulado da India, fazer o pedido de visto. Amanha vou buscá-lo. Vou pra India! Tudo bem, vai ser ŕ trabalho, năo vou ter tempo pra ver grande coisa, mas vou pisar na terra deles, e vou sentir o cheiro desse pais imenso.




Bruna 12:08 PM

terça-feira, agosto 05, 2003


Caralha. A măe da Chanel pousou na minha casa. Já entendi de onde vem toda a inteligęncia dela!




Bruna 9:15 PM


O sábio Stef disse uma vez que quem fala sobre o tempo năo tem assunto. Segue-se que năo ter assunto é uma coisa bastante grave. Mas mesmo assim, ŕs vezes, a gente tem que falar sobre o tempo. E que tempo! Está tăo calor, mas tăo calor, que a gente năo consegue parar de pé na rua. Parece que estamos entrando num forno quando a gente abre a porta da rua, ou sai do metro. Foda. Năo aguento mais!




Bruna 7:59 PM


Porra! Se tudo der certo, vou pra India esse sábado! Que viagem! Está sendo o maior stress pra conseguir passaporte, visto, hoteis e passagens, mas parece que vai dar certo. Que tesăo! Que medo!




Bruna 1:50 PM

segunda-feira, agosto 04, 2003


Segunda feira de manha, aquele metro lotado. Calor, cansaço, mal humor. Sentada no meu cantinho, lendo Paul Auster. Subiu uma tristeza tăo grande, uma tristeza antiga, quase milenar. Como se estivesse sentindo a tristeza de geraçőes passadas. Um peso de todas as tristezas, de todas as historias daquele povo no meu vagăo. O peso de Paul Auster.




Bruna 10:23 AM

domingo, agosto 03, 2003






Bruna 5:40 AM

sexta-feira, agosto 01, 2003


Dialogo noturno

4:14 da matina.
Bum! (Barulho de porta batendo).
Nheca, nheca, nheca (Barulho de passos pesados num chăo de madeira de um apartamento antigo Parisience).
... (Barulho da minha raiva).
- Puta que o pariu! Săo quatro horas da manha! Vocęs năo podem ir dormir năo?
- A gente năo pode nem ir ao banheiro? Vocę năo consegue dormir mesmo, né? Tem sérios problemas!
- Claro que tenho! Amanha trabalho, e agora vocęs năo me deixam dormir! Desde que deitei ja levantei por causa do cachorro, por causa da luz que vocęs năo apagaram, por que vocęs chegaram em casa ŕs 2h00 fazendo barulho, e agora por que vocęs năo săo capazes de abrir uma porta sem acabar com a minha paz!
- Porra, vocę tem altos problemas.
- Tenho mesmo!
Bum! (Barulho da minha porta batendo).





Bruna 10:40 AM



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